Juliana Medeiros

Reflexões

O dom de não viver na amargura

Publicado às 26/05/17 10h46         2652

Essa semana fui pega de surpresa por um testemunho do Padre Fábio de Melo em seu programa na TV Católica Canção Nova. Quem acompanha as redes sociais, o Padre Fábio de Melo é um fenômeno, bastante conhecido por suas frases motivadoras e tocantes. No programa no qual é apresentador, ele trata da espiritualidade dentro de um contexto diário e didático, com exemplos de fácil compreensão. O assunto abordado desse programa era sobre a necessidade de não deixarmos o peso dos problemas dominar a nossa vida interior. Saber viver a vida, sem esquecer as dificuldades que carregamos.

Ele começou falando de pessoas, que apesar da idade e das limitações não perdiam o bom humor, e em seguida relatou a sua experiência de perder duas irmãs. De inicio o padre segurou bem as pontas, mas quando falou da morte da irmã mais velha da qual era apegado, Fábio de Melo chorou... E disse que precisou do colo da mãe para ser consolado. Nunca imaginei ver o Padre que sempre me motivou chorando, e dizendo abertamente que sofreu e teve dificuldade pra digerir a dor da perda. Isso é humano! Talvez esse seja o diferencial do Fábio de Melo.

Além desse testemunho, ele fez uma profunda reflexão em cima da capacidade de resistência de sua mãe. Que diante disso tudo, sempre foi bem resolvida com Deus e com a vida. Ressaltou ainda que temos a péssima mania de culpar Deus por tudo de ruim que acontece nas nossas vidas. Disse mais “que a nossa relação com Deus é com base na troca”. Isso me tocou bastante... Segundo Fábio de Melo, trocamos favores “Eu vou assistir a tantas missas pra receber a graça de um emprego!”.

Entendi perfeitamente o que ele quis dizer: Deus é Deus sempre. O amor Dele nunca muda. A gente que muda de acordo com a situação... Somos convenientes! Talvez a nossa espiritualidade, ainda fraca não nos sustente para combater a amargura. Ninguém está preparado para perder nada, muito menos aqueles que amamos. Mas se o interior está fortalecido pela oração, sair do fundo do poço fica fácil. Ficou nítida na explicação do Pe. Fábio de Melo, a nobreza de encarar os momentos difíceis com resignação e fé. A amargura cria um muro que nos impede de prosseguir, além do nó imaginário na garganta que desce queimando pelo peito. Quem vive remoendo a amargura se perde em meio aos próprios sentimentos ruins.

A amargura não é virtude, e nem estilo de vida. Faz a gente perder a sensibilidade como enxergar a beleza de um abraço, da amizade, do pôr do sol e de uma noite estrelada. Volto a dizer por experiência própria: é um processo longo e que só depende de VOCÊ! Comece aos poucos! Hoje mesmo faça um exame de consciência e veja o que lhe causa amargura. Ou escreva tudo aquilo que te incomoda. Respire fundo e mentalize sair de toda confusão que durante muito tempo você alimentou. Reze pedindo direção espiritual, a oração mais bonita é aquela que sai verdadeiramente do coração. Lembre-se nascemos para sermos felizes e não amargurados! A passagem por essa vida deve ser feita com maestria e boas virtudes!!!

 







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