Saúde

Com mais de R$ 100 milhões por ano, Maranhão tem rede pública inédita de tratamento do câncer

15/04/2019 08h45         60

Nos últimos quatro anos, o Maranhão conseguiu formar uma inédita rede estadual de tratamento e combate ao câncer. São hospitais, atendimentos e equipamentos que não havia antes de 2015. O serviço hoje está disponível em outras cidades além de São Luís, o que ganha importância pela grande extensão do território maranhense.

Os polos de atendimento estão na capital, em Imperatriz e Caxias, cobrindo regiões com grande número de moradores.

Tudo isso foi possível graças aos investimentos que vêm sendo feitos na oncologia (tratamento do câncer), tanto diretamente nos hospitais da rede estadual, quanto em unidades administradas por fundações sem fins lucrativos, como o Aldenora Bello.

Em 2018, esses investimentos do Governo do Maranhão somaram R$ 102 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde.

“Essa evolução dos últimos quatro anos representa mais que a evolução dos últimos 40 anos. A rede mais que dobrou de investimentos. E também invertemos o fluxo: antes, tinha paciente do Maranhão indo para Tocantins e Teresina; hoje, tem paciente de lá vindo para cá”, diz o secretário Saúde, Carlos Lula.

Veja abaixo os principais hospitais e serviços que o Maranhão tem hoje:

Hospital do Câncer exclusivo: Fica em São Luís. Antes, essa unidade também fazia atendimentos de ortopedia, o que acabava prejudicando a oncologia. Com a inauguração do Hospital de Traumatologia e Ortopedia (HTO), o Hospital do Câncer pôde, enfim, se dedicar integralmente ao combate dessa doença.

Casa de Apoio do Hospital de Câncer: Fica na capital. Funciona para acolher pacientes e acompanhantes que saem de outras cidades em busca de atendimento. É uma forma de contornar problemas que incluem desde a separação da família até a busca por hospedagem. Os acompanhantes e pacientes têm todas as principais refeições fornecidas gratuitamente.

Unidade de Especialidades Odontológicas do Maranhão (Sorrir). Fica em São Luís. Com dentistas e outros profissionais especializados, é referência estadual para o diagnóstico precoce do câncer de boca, quinto tipo de câncer mais comum entre os homens e sétimo entre as mulheres no Brasil.

Hospital Aldenora Bello. Fica em São Luís e é mantido pela Fundação Antônio Dino, sem fins lucrativos. O Governo do Maranhão garante recursos para o Serviço de Pronto Atendimento, atendimento domiciliar, tratamento da dor e cuidados paliativos na unidade. O Estado também custeará 60% das despesas operacionais do tratamento de iodoterapia no hospital.

Fundação Antonio Brunno. Fica na capital e abriga pacientes de todo o Estado que vão para a capital em busca de atendimento. O Governo do Estado fez um convênio com a fundação, com contribuição mensal para ajudar a custear o atendimento.

Unidade de Oncologia do Hospital Regional de Caxias. Atende 40 municípios da região. Antes, a população precisava procurar o Piauí em busca de tratamento. A unidade faz cirurgias, consultas e tratamentos como quimioterapia, com uma equipe multidisciplinar. Em breve, o hospital vai passar a oferecer o exame de mamografia, que faz o rastreamento precoce e diagnóstico do câncer de mama.

Radioterapia em Imperatriz. Desde 2015, um convênio do Governo do Estado com a clínica particular Oncoradium garantiu atendimento para os pacientes em sua própria região. Antes, era preciso ir para São Luís para realizar as sessões do tratamento.

Unidade de Oncologia Pediátrica. Fica em Imperatriz. É um convênio com o Hospital São Rafael, com 12 leitos para oncologia pediátrica clínica, cinco para a cirúrgica e dois leitos de UTI. A unidade atende crianças e jovens das regiões de saúde de Imperatriz, Balsas, Barra do Corda e Açailândia.

Além desses, está em construção atrás do Centro de Saúde Genésio Rêgo, na Vila Palmeira, o bunker que abrigará o acelerador linear para radioterapia do Hospital de Câncer do Maranhão.

O Maranhão ainda tem a Carreta da Mulher, que oferece exames de mamografia, e campanhas contra o câncer, como o Novembro Azul e o Outubro Rosa.



Fonte: ASCOM





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