Saúde

Parceria do IFMA e instituições produz mais mil máscaras

25/05/2020 12h20         357

Na semana passada, o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias alcançou a marca de mil protetores faciais produzidos no âmbito do projeto Fábrica de Inovação. Os equipamentos são importantes porque auxiliam os servidores durante o atendimento à população neste período de pandemia provocada pelo novo coronavírus. Além disso, servem como proteção extra em situações, sobretudo, nas quais houver exposição a sangue e fluídos corporais que possam estar infectados, objetos ou outras superfícies ambientais contaminadas.

A ação teve início com os professores Luis Fernando Maia, do IFMA, e João Alberto Porto, da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). No dia 28 de março, com a entrega do primeiro lote de protetores faciais à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caxias, a dupla de pesquisadores concretizou a primeira iniciativa da ação. A partir de abril, o Campus Caxias passou a contar com o apoio da Prefeitura Municipal de Caxias e da Faculdade do Vale Itapecuru (FAI). Além disso, o Laboratório de Pesquisa na área de Engenharia de Materiais (Lapcon), da Universidade Federal do Piauí (UFPI), coordenado pelas professoras Renata Barbosa e Tatianny Soares Alves, doou mais mil tiaras ao IFMA para produção dos equipamentos. “O combate ao novo coronavírus tem unido diversas instituições de ensino e mostrado que a solidariedade não tem fronteiras. Um exemplo, vem do Lapcon, que dou, em parceria com uma indústria da Paraíba, mais de mil tiaras para confecção dos protetores”, destacou Luis Fernando Maia. E acrescentou. “Essa marca foi possível porque contamos com o apoio de servidores, como o Ronilson Pinheiro e a Vanessa Bastos, e também de alunos e ex-alunos, além de outras instituições”, disse Luís Maia.

Todos os protetores faciais, também conhecidos como face shield, produzidos estão sendo doados aos estabelecimentos de saúde da zona urbana e rural de Caxias. Conforme frisa o professor Ronilson Pinheiro, as unidades de saúde têm profissionais que atuam no combate ao novo coronavírus e responsáveis por prestar atendimento de qualidade e ininterruptos para a população. “Foi isso que nós constatamos nos últimos dias, quando eu e os demais membros da equipe, visitamos e realizamos a entrega dos protetores faciais em Unidades Básicas de saúde (UBS) e hospitais da rede municipal e estadual de Caxias”, conta Ronilson Pinheiro. Além das UBS, o IFMA doou ao Centros Especializado em Assistência Materno Infantil (Ceami) e de Especialidades Odontológicas (CEO).

Para o diretor-geral do Campus Caxias, professor João da Paixão, o IFMA tem se destacado pela atuação e promoção de ações de cunho social voltada ao apoio às comunidades e pessoas de Caxias e municípios vizinhos. “Isso representa um vínculo importante na socialização e promoção do desenvolvimento humano, que mostra o ensino, a ciência e a tecnologia indo muito além da sala de aula. Através desta e de outras ações, o Campus mostra ainda que a extensão é um pilar da educação e tem um papel importante neste momento de pandemia”, afirmou o gestor.

João da Paixão frisa que, na próxima etapa, o IFMA vai atender à demanda de municípios próximos a Caxias, como Senador Alexandre Costa, Aldeias Altas, Codó, Matões, Timon, Governador Eugênio Barros, São João do Sóter, Coelho Neto e Coroatá.

Como funciona a produção

O professor Luis Maia explica que a produção de equipamentos de proteção individual e coletiva tem início com a elaboração de modelos tridimensionais em computador, com o intuito de alcançar um projeto que seja simultaneamente econômico e funcional. Em seguida, protótipos dos modelos são produzidos, segundo ele, utilizando impressão 3D para avaliar a viabilidade do projeto e possibilitar a realização de testes. “Uma vez que o protótipo satisfaz as necessidades demandadas, inicia-se a replicação das peças na impressora 3D e a montagem de produtos finais utilizando os demais componentes, que são o acetato e elástico no caso dos protetores faciais, e as lâmpadas UV juntamente com a fiação e temporizador no caso dos equipamentos de proteção coletiva”, acrescenta.

Por fim, a equipe realiza um planejamento para distribuição dos materiais desenvolvidos. “A ideia é que eles possam ser utilizados onde há maior risco de disseminação do vírus”, concluiu Luis Maia.



Fonte: ASCOM IFMA CAXIAS





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